Todos os posts de Convênio Médico

SUS oferece vacina contra catapora a partir deste mês

 

VacinaçãoDe acordo com o Ministério da Saúde, a tetra viral – uma atualização da tríplice viral – irá imunizar contra caxumba, sarampo, rubéola e varicela.

A partir deste mês o Sistema Único de Saúde (SUS) passa a oferecer a vacina contra catapora no calendário nacional de vacinação. De acordo com o Ministério da Saúde, a tetra viral – uma atualização da tríplice viral – irá imunizar contra caxumba, sarampo, rubéola e varicela, mais conhecida como catapora. Até hoje, a imunização gratuita contra a doença era feita apenas em casos de surto. Uma dose na rede particular de saúde custa, em média, R$ 150.

A nova vacina será aplicada em duas doses: a primeira quando a criança completar um ano e a segunda aos quatro anos de idade. A incorporação da doença ao Programa Nacional do Ministério da Saúde foi possível a partir de uma parceria firmada com um laboratório privado britânico, em agosto do ano passado, que permite a produção nacional da tetra viral.

Segundo a pasta, por ano cerca de 11 mil pessoas são internadas pela doença. Ainda de acordo com o Ministério da Saúde, a nova vacina poderá evitar mais de 160 mortes a cada ano.

GABRIELA VIEIRA - Agência Estado
Omint

Omint mira ‘candidatos’ a executivo

 

OmintSÃO PAULO – Criada há 46 anos na Argentina, a Omint nasceu com a proposta de ser um plano de saúde para a alta renda. Sucessivas crises impediram que a proposta fosse implantada em sua terra natal. No Brasil, porém, a Omint construiu uma aura de luxo ao atender diretores e vice-presidentes de empresas.

A estratégia trouxe a companhia até aqui: faturamento de R$ 870 milhões, com apenas 105 mil clientes. Mas, para dar o próximo passo e chegar ao clube do bilhão, a companhia agora vai atrás dos candidatos a executivos.

Ao mirar além da alta renda, a Omint amplia bastante sua base de potenciais clientes. Segundo o presidente da operação brasileira da Omint, André do Amaral Coutinho, ao baixar preços e buscar quem está em ascensão dentro da hierarquia das empresas, a companhia terá o potencial de atingir até 1,8 milhão de habitantes dos Estados de São Paulo e do Rio, crescendo especialmente no interior.

O novo plano corporativo da companhia custará R$ 600 aos empregadores e incluirá a mesma rede de atendimento da opção premium, mas não garantirá acesso aos pesos pesados da medicina que realizam procedimentos para a Omint, como o ex-ministro da Saúde Adib Jatene e Roberto Kalil, cardiologista do ex-presidente Lula.

De acordo com a especialista em carreira Patricia Epperlein, sócia-presidente da consultoria Mariaca, a decisão da Omint de buscar os profissionais que hoje exercem cargos gerenciais é acertada. Ela diz que, para este público, o plano de saúde diferenciado pode servir como fator de atração.

Para o vice-presidente ou o presidente, o benefício não entra mais na discussão. Esses executivos estão preocupados com outras compensações de longo prazo, em dinheiro, diz a executiva da Mariaca. Para quem está chegando a um cargo de direção, o plano de saúde premium representa um status bem-vindo, assim como o carro oferecido pela empresa.

Fazer diferença – ainda que pequena – na retenção de talentos é chave para a Omint, uma vez que 90% de seus clientes atuais estão no setor corporativo. Coutinho acredita que, considerado o gasto médio por funcionário, é viável que as empresas possam oferecer planos da Omint para trabalhadores com salário a partir de R$ 8 mil.

Embora seja considerada por headhunters a referência em planos de saúde premium para empresas, a Omint não está sozinha no segmento. A Amil mantém a bandeira One Health – para reforçar essa operação, o grupo incorporou a Lincx em 2011, por R$ 170 milhões. Com o negócio, a linha top da Amil angariou 36 mil clientes.

A Qualicorp, que vende e administra diversos planos de saúde (incluindo e Amil, Omint, Sul América e Porto Seguro), desenvolveu um serviço especial chamado Qualicorp Class. Entre os serviços semelhantes aos da Omint estão mensageiros para coleta de documentos, sala vip em hospitais, coleta de exames e atendimento médico a domicílio. Segundo Adriana Ojeda, superintendente de gestão de clientes da Qualicorp, o serviço tem hoje 26 mil clientes.

Ritmo

Com o aumento da concorrência, uma das preocupações da Omint é justamente não perder seu encanto à medida que empreende um plano mais agressivo de crescimento. A expansão do negócio pode ser bem mais forte do que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB), de acordo com Coutinho. Mas há limites. Conseguimos dar conta de um ritmo de até 15% ao ano sem comprometer o serviço, afirma.

Essa lição, admite o executivo, foi aprendida com erros do passado. Ele conta que, quando chegou à empresa, em 2003, a forte expansão – que chegava a 40% ao ano – quase pôs a perder o trabalho de atendimento personalizado iniciado em 1980, quando a operação brasileira foi iniciada. Nós sabemos que não podemos simplesmente sair por aí vendendo planos. Nossa lógica é diferente. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo (FERNANDO SCHELLER – Agencia Estado)

Fale com a Saúde em Planos

Câmara aprova projeto que obriga planos de saúde a custear quimioterapia oral

 

A Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na última terça-feira (27) um projeto de lei que obriga os planos de saúde a pagar quimioterapia oral domiciliar para pacientes que estão em tratamento contra o câncer. O projeto, de autoria da senadora Ana Amélia (PP-RS), recebeu pequenas alterações e retornará ao Senado antes de ser enviado para sanção.

Independentemente do projeto de lei, a partir de janeiro de 2014 as operadoras de saúde já terão de fornecer aos pacientes 36 tipos de medicamentos orais que são indicados para 56 tipos de câncer, entre eles de próstata, mama, colorretal, leucemia, linfoma, pulmão, rim e estômago por conta da resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) que incluiu essas drogas no rol de coberturas obrigatórias dos planos.

“A aprovação desse projeto é um grande avanço, pois essa era uma luta antiga das entidades médicas e de pacientes com câncer”, diz a advogada Antonieta Barbosa, autora do livro Câncer: Direito e Cidadania.

Na opinião de Antonieta, mesmo já existindo uma norma da ANS que determina a inclusão das drogas orais no rol de procedimentos obrigatórios a partir do ano que vem, uma lei teria muito mais força.

Cada caixa de capecitabina (Xeloda), indicada para o tratamento de câncer de mama metastático, por exemplo, custa em média R$ 2,5 mil. Já a caixa de acetato de abiraterona (Zytiga), usado para câncer de próstata, custa R$ 11 mil. O gefitinibe (Iressa), para câncer de pulmão, custa cerca de R$ 4 mil.

“Nem sempre as normas da ANS são cumpridas pelas operadoras de saúde. Além disso, a resolução tem algumas limitações, pois obriga a cobertura só para alguns tipos de câncer e algumas drogas orais. Se o projeto se tornar lei, os pacientes terão mais uma garantia e mais segurança”, avalia Antonieta.

Ideia. A ideia do projeto de lei surgiu em 2011 em uma audiência pública realizada no Senado que discutia os direitos dos pacientes com câncer. De acordo com a senadora, hoje em dia cerca de 40% dos tratamentos oncológicos indicam medicamentos orais de uso domiciliar em substituição à internação hospitalar ou ambulatorial. Segundo ela, em 15 anos, 80% dos tratamentos oncológicos serão feitos na casa do paciente, com medicamentos de uso oral.

Em nota, a Federação Nacional de Saúde Suplementar ( Fenasaúde) informou que defende que qualquer iniciativa no sentido de incorporação de coberturas obrigatórias pelos planos de saúde seja feita por meio do rol de procedimentos da ANS em vez de ser por projeto de lei, pois o rol é atualizado a cada dois anos com participação das operadoras e entidades.

A Associação Brasileira de Medicina de Grupo (Abramge) diz que a iniciativa é um avanço na área de saúde suplementar. As duas afirmam, entretanto, que as alterações nas coberturas mínimas obrigatórias acarretam crescimento das despesas das operadoras.

Fernanda Bassette - O Estado de S. Paulo

Plano de Saúde é 3º maior desejo do brasileiro

 

AE – Agência Estado

Contar com um plano de saúde é o terceiro maior desejo dos brasileiros que não possuem esse benefício, ficando atrás somente da casa própria e da educação. A constatação faz parte de uma pesquisa realizada pelo Datafolha, a pedido do Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS).

De acordo com a pesquisa, 96% dos entrevistados “concordam totalmente ou em parte” que “quem conta com plano de saúde tem mais segurança, no caso de doença ou acidente”, o mesmo índice de concordância para as frases de que o plano “é essencial” e “é essencial para quem tem filhos pequenos”.

O levantamento, divulgado nesta terça-feira, 06, constata que entre os principais motivos para se ter (ou desejar) um plano, entre aqueles que não contam com o benefício, estão: a qualidade do atendimento dos planos de saúde (47%); a saúde pública é precária e o cidadão não quer depender do SUS (39%); e por segurança, para sentir-se tranquilo em caso de doença (18%). As respostas eram múltiplas e o entrevistado podia indicar mais de uma razão.

O superintendente-executivo do IESS, Luiz Augusto Carneiro, avalia que os resultados mostram um forte indicativo para o crescimento da saúde suplementar no Brasil nos próximos anos. “Menos de 25% da população brasileira contava com esse benefício no fim do ano passado. Os resultados comprovam que os planos são essenciais e o brasileiro valoriza esse benefício”, reitera. A pesquisa revela também que 85% dos beneficiários de planos de saúde pretendem continuar com seus planos atuais.

A pesquisa Datafolha ouviu, em fevereiro, 3,32 mil pessoas, entre beneficiários e não beneficiários, em oito regiões metropolitanas (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Brasília e Manaus). A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.